
Depois de um longo dia, porém calmo,uma noite angustiante, esquisita e questionativa. A única coisa que não seria perdoável é ficar sentada esperando mais uma noite passar, o correto seria andar no escuro sozinho por uma rua perigosa, numa cidade criminosa? Não importa, andei e andei muito. Até ver uma pessoa no fim de uma rua sem saída, sem conseguir identificar, sem conseguir ver ao menos nítidamente pelo excesso de neblina, andei mais...ouvindo seus resmungos pelo cruel silêncio do lugar. Chegando lá, uma garota tão frágil, capaz de quebrar... não a toquei, com receios, porém me aproximei tentando entender os soluços mais profundos que já ouvirá, me sentei ao lado e logo toquei calmamente em suas costas, quase em câmera lenta,lá se vira ela, olhando nos meus olhos quase os cegando com a luz inevitável dos seus olhos azuis, deitou em meu ombro quase sem fôlego,sem força alguma, e logo veio a desabar, chorar e chorar muito. Mil casos passavam em minha cabeça, motivos e definições, porém ela se atrapalhava em suas próprias lágrimas, preferi me manter quieto, sentindo-a com o coração.Passando as horas, ficando cada vez mais fria e escura a rua, a levei para minha casa para cuidar dos machucados em suas delicadas mãos, que não havia explicação para eles até então...Depois de acalma-la a sentei em minha cama dando-a um chá quente e logo a deitei em minhas pernas, pouco a pouco fui compreendendo suas dores, seus profundos machucados físicos,por consequência da raiva, de uma maneira tão incrível que chegamos a chorar por horas juntos, assim foi até amanhecer, quando da cortina que estava meio aberta começou a entrar os primeiros raios de sol, de um novo dia. Resolvemos deitar em baixo das cobertas, passando uns minutos dormimos profundamente como se tudo aquilo não passasse de um sonho!
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