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Insignificante, com dores em lugares esquisitos, chorando durante a noite, sem esperança alguma. Eu tento abrir os olhos, eu tento abrir a mente, eu tento ver além, mas me sinto a última. A última criatura que possa mudar esse lugar, me sinto péssima, me sinto uma pedra sem locomoção alguma, me sinto o lápis na dependência de alguém, me sinto o sol fracassado no dia de chuva, me sinto inútil por estar ainda parada. Queria falar tantas coisas, e continuo calada aqui, continuo observando as mãos, continuo obedecendo a lei, continuo escondendo meu coração e minhas vontades e obedecendo as suas, continuo te desejando de longe, continuo com o medo de andar só ou outra vez amar demais. Eu estive tão perto de estar onde queria estar, mas eu estou tão longe agora, e parece que nem me movi. As ruas estão iguais, as classes sendo rabiscadas novamente, o sol indo embora mais uma vez, me sinto tão repetitiva, talvez por que minhas noites se tornaram todas iguais. Me sinto fraca e na dependência do movimento de sua face, independente ele qual for. Me sinto a última, por ter sido por um longo tempo e diariamente a primeira pra você!
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