Eu sou indiretamente prisioneira perante a você, todos os dias e noites, eu vivo assim, é uma das maneiras, não é? Não pedi se é certo ou errado. Mas foi a maneira que me deixou viver.
Longe de absolutamente todo o seu mundo, estou na beira de meus 17 anos e continuo intacta, meu coração não quebrou definitivamente mas também não dei a chance dele disparar novamente, eu o seguro com força e devoção, com todo o receio que pude reconhecer até aqui. Porém sei que o maior dele, é me arrepender do que não fiz. Eu acho que vivi pouco perto do que vem por ai e ainda me sinto no direito de errar alguma vez. Sinto um ar que me alucina que vem da porta aberta de solidão, perante as noites inclaras na escuridão. Reviro meus pensamentos, tentando encontrar uma possível resposta correta, tentando entender o que isso significa exatamente para mim e para você. Cheguei a discar seu número, com alguns porquês, necessito entender, mas é claro, eu tive medo. Mas se o medo é prova de que valerá a pena, por que diabos a coragem não penetrou em mim neste momento?
Porém eu tenho dúvidas ainda, sobre o que você é e como lidar com essa liberdade, você parece mais forte e não tenho condições de permitir ser a fraca dessa história. Já estive por baixo e ainda sinto o gosto amargo da derrota.
Não é por nada que tenho crises que me dominam, nauseas que me amedrontam, raiva que me angustia, medo que me trai e você que me faz pensar diariamente, em como lidar com tudo isso, sem sair ferida mais uma vez.
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