
O que me incomodava profundamente mesmo, era minha altura, por que eu sonhava em ser modelo, e por que eu jamais conseguia me virar num ónibus cheio, e os sapatos mais bonitos não me pertenciam. Eu tentava olhar pra cima, pros lados, mas eu me sentia bem mesmo, em cima de uma escadaria, nas alturas de um prédio. Mesquinha, essa é a palavra, percebi em tão pouco tempo, que pequeno mesmo era meu interior. Não importa como você olha e de onde você olha, a vida é estranha mesmo. Descobri que não tive ilusões por que sou baixa, e minhas falsas amizades não se deve a isso também. E não fui só eu que tive um coração que se entregou, se doou e quebrou. Sempre houve sorrir e chorar, nascer e morrer. Difícil mesmo não é distinguir um baixo do alto, é decifrar um sorriso verdadeiro do falso quando todos soam da mesma forma. A vida é estranha mesmo, e ninguém vai mudar isso, a não ser nós... mas como não existe nós nesse mundo, como tudo se resumi em mim e o resto. Não importa de onde você olhe e como você olha, tudo ta igual, e permanecerá assim, só estou vendo de ângulos diferentes de você.
Esse post me lembrou de uma conversa que tive com um amigo há um tempo. Eu lhe disse que detestava que a vida fosse injusta. E ele me respondeu que a vida é pior que injusta: é aleatória.
ResponderExcluirAlém de estranha, aleatória, Mila...
Lindo texto!
Beijos mil!