
Me deixou inebriada com a sua maneira de sorrir, com a leveza de suas mãos, doce menino que susura as palavras em microfones do mundo todo, que joga como um bravo lutador. A maneira como lida com a liberdade, como você usa suas palavras perfeitamente, talvez você seja imaginário, menino com paz de espírito.
Acho que eu delicadamente investiguei você. E achei um grande tesouro do qual se esconde atrás dessa máscara que você criou para você mesmo. Porque eu sei perfeitamente que não me apaixonei pelo popular, desejado e alucinador da nossa escola, afinal isso te levou a que exatamente? Se até mesmo seus sonhos você esqueceu, chegou até mesmo a desabafar com a garçonete da lanchonete mais próxima. Se escondeu por um longo tempo, do qual te desmascarei por inteiro apenas para mim, através dessa seca tela que me prende a você todos os dias. Eu posso entender que você tenha medo algumas vezes, praticamente todas as vezes que precisou dar um passo do seu número e só, posso tentar entender que você ainda queira se esconder por mais alguns dias, ou pelo menos até essa fase de sua vida passar, afinal mais um tempo e estará em um mundo novo. Mas não entendo como você consegui ser absolutamente dois em um, isso foi me corroendo, porque apesar de tudo que eu enfrento além dessa paixão, de toda dor que sinto pelo meus pais, por ainda não ser ninguém, por chorar quase todas as noites e tendo que enfrentar tudo que enfrento, eu tenho pena de você, que não sabe dar valor a nada e a ninguém que te ame de verdade quanto eu te amei. Esperar por você é igual a esperar chuva nessa seca, inútil e decepcionante.
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